Queria saber explicar-te. Queria poder mostrar-te o quanto gosto e preciso de ti. Preciso de inventar novas palavras, de arranjar novos conceitos, porque os que existem não me estão a chegar.
Um dia gostava de te fazer entender o quanto me mudaste, tudo o que me fizeste compreender, o quanto deste sentido a tudo.
É parolo, não quero saber… Já não tenho medo de me deitar à noite, já não tenho medo dos papões da minha mente que me vinham trocidar as ideias… Um ou outro ainda me escapa, quando estou mais distraída, ou mais estranha, mas não posso fazer nada. Há uns que são demasiado fortes e demasiado presentes…
Ainda assim, queria fazer-te entender o quanto preciso da tua respiração nas minhas costas (um mero sinal de que existes mesmo e estás aqui). Ainda preciso de provas em como existes, em como a minha imaginação não te criou de qualquer sonho absurdamente feliz que tive um dia qualquer. Não, tenho de provar que és real, tenho de te achar no fundo do castanho dos teus olhos, tenho de me achar.
Estou confusa com este post, já… Não sei por que o comecei, nem sei por onde foi… Sei que estou aqui, sei que estás ao meu lado… Depois disso, acho que já nada mais importa.

